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Diagnext e Intel levam medicina conectada à Amazônia com tecnologias de ponta e impacto social

Doctor holding a smartphone with a blank screen against a teal background. Great for telemedicine mockups and healthcare tech.
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Parceria entre healthtech brasileira e gigante da tecnologia viabiliza telecirurgias, telerradiologia e IA médica em locais com infraestrutura limitada, ampliando o acesso à saúde de qualidade

Fazer telemedicina em grandes centros urbanos é uma coisa. Tornar essa operação viável em plena floresta amazônica, com infraestrutura mínima e conectividade limitada a satélites, é um desafio de outra ordem. Foi esse o compromisso assumido pela Diagnext, healthtech brasileira especializada em soluções para medicina conectada, em parceria com a Intel, que atuou como parceira estratégica no co-desenvolvimento da arquitetura necessária para tornar o projeto possível – e escalável.

Desde 2012, mais de 60 hospitais remotos realizam, em média, mais de 106 mil exames por ano na região Norte do Brasil, operando com segurança e eficiência mesmo em áreas sem acesso à internet convencional. Em unidades móveis de saúde – como caminhões e barcos equipados com tecnologia de ponta – é possível transmitir mais de 2.000 exames por mês, um marco com reconhecimento internacional. Entre os destaques, estão mais de 150 cirurgias com apoio remoto, 5.200 avaliações médicas de mamografia e centenas de diagnósticos emergenciais realizados por inteligência artificial.

O grande salto, no entanto, veio com o projeto de Telecirurgia Assistida na Amazônia Legal, realizado em 4 de abril de 2025, nos hospitais militares de Manaus, Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira, em parceria com o Exército Brasileiro. A iniciativa demonstrou, na prática, que é possível realizar procedimentos cirúrgicos com vídeo bidirecional, compressão adaptativa e latência audiovisual inferior a 600 milissegundos – mesmo em conexões via satélite com apenas 256 a 512 Kbps de banda.

“Costumamos dizer que fazer telemedicina no Rio ou em São Paulo é fácil. O verdadeiro desafio é fazer isso acontecer na Amazônia – e agora provamos que é possível”, afirma Leonardo Melo, fundador e coproprietário da Diagnext.

Tecnologias Intel

A tecnologia da Intel foi crucial para viabilizar a operação, com soluções que impulsionaram desde o processamento em servidores clínicos remotos com Intel® Xeon®, até o desempenho em estações locais com Intel® Core™. Esses recursos permitiram a aplicação eficiente de inteligência artificial, além da compressão de áudio, vídeo e dados – fatores essenciais para garantir performance em ambientes com conectividade extremamente limitada.

“A compressão eficiente e segura foi decisiva para o sucesso da operação. Os processadores da Intel, aliados à nossa arquitetura modular e ao balanceamento inteligente de rede, garantiram a estabilidade e a qualidade necessárias, mesmo sob condições adversas”, complementa Melo.

O impacto foi reconhecido não apenas por médicos civis e militares, mas também por oficiais do Exército, que elogiaram a viabilidade do projeto e demonstraram entusiasmo com a inovação. A repercussão internacional também começa a surgir: representantes do Exército de Angola demonstraram interesse em replicar o modelo em território africano.

Segundo Fabiano Sabatini, Especialista em IoT para Intel LATAM, a parceria com a Diagnext é um exemplo de como tecnologia de ponta pode resolver desafios estruturais no acesso à saúde.

“Operar com qualidade médica em locais de baixa conectividade, como a Amazônia Legal, exige soluções altamente otimizadas. Com os processadores Intel® Xeon® e Core™, conseguimos viabilizar compressão de dados, processamento em borda e segurança avançada, mesmo em redes com apenas 256 Kbps. Essa eficiência técnica foi essencial para tornar possível a realização de telecirurgias e diagnósticos remotos com baixíssima latência”, explica Sabatini.

Telerradiologia com IA: diagnósticos rápidos, mesmo via satélite

Outra frente de impacto direto foi a telerradiologia, especialmente com o uso de inteligência artificial para avaliação emergencial – por exemplo, em casos de fratura – mesmo na ausência de técnicos locais. A tecnologia fornece um resultado imediato ao socorrista, indicando se há risco real de fratura ou fissura.

A solução da Diagnext permite que exames sejam entregues a médicos em menos de dois minutos, mesmo em locais remotos, viabilizando laudos em tempo recorde. A média de compressão da empresa para imagens médicas no padrão DICOM, sem perdas diagnósticas, varia entre 83% e 97%, com razões de 6:1 a 50:1 – os maiores índices do mercado.

Europa, IA e realidade aumentada: o futuro já começou

A expansão da Diagnext também já alcançou o cenário internacional. Com sede europeia em Braga, Portugal, a empresa iniciou operações de telerradiologia e telecirurgia assistida, além do fornecimento de ferramentas próprias para compressão adaptativa interativa integrada a IA de desenvolvimento próprio, de acervos digitais e gravação perene de dados, com aplicações nas áreas da saúde, segurança, indústria de petróleo e resposta a emergências.

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