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Nova lei de imigração de Portugal endurece regras para entrada e permanência de estrangeiros

Portugal aprovou uma nova lei de imigração que restringe o acesso e a permanência de estrangeiros no país, incluindo brasileiros. O texto, sancionado pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa na quinta-feira (16), foi aprovado no Parlamento por 160 votos a favor e 70 contra.

A medida, defendida pelo governo de centro-direita, foi classificada como “moderada” pelo ministro da Presidência, Leitão Amaro, que afirmou que a lei busca “equilibrar imigração com responsabilidade e humanismo”.

Os votos favoráveis vieram da coligação de governo, do partido Chega e da Iniciativa Liberal. Socialistas e partidos de esquerda votaram contra.

Principais mudanças

  1. Visto de trabalho restrito:
    Apenas profissionais com “altas qualificações” poderão solicitar o visto. A lista de profissões ainda será divulgada. Em 2024, o Brasil foi responsável por 40% dos vistos de trabalho concedidos por Portugal.

  2. Pedido de residência:
    Brasileiros e cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) não poderão mais entrar como turistas para depois pedir residência. O processo deverá ser feito diretamente nos consulados.

  3. Reagrupamento familiar:
    O prazo mínimo de residência para solicitar reagrupamento será de dois anos, com exceções para famílias com filhos menores ou cônjuges. Casais em união estável terão de comprovar convivência prévia e aguardar 15 meses.

  4. Prazo de resposta:
    A Agência de Integração de Migrações e Asilo (AIMA) terá nove meses para analisar pedidos de reagrupamento — triplo do prazo atual.

  5. Acesso à Justiça:
    Imigrantes poderão recorrer à Justiça se a demora da AIMA comprometer direitos fundamentais, conforme decisão do Tribunal Constitucional.

  6. Acordos bilaterais:
    O governo poderá firmar parcerias com outros países para emissão de vistos em áreas essenciais, como agricultura e construção civil.

  7. Nacionalidade:
    O tempo mínimo de residência para solicitar nacionalidade portuguesa será ampliado — de cinco para sete anos para cidadãos da CPLP e para dez anos para outras nacionalidades.

A nova legislação entra em vigor após publicação oficial e deve impactar diretamente a comunidade brasileira, que é a maior entre os imigrantes em Portugal.

Foto: Reprodução

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