Uma nova tendência de beleza tem ganhado espaço nas redes sociais: o uso de sangue menstrual como ingrediente para máscaras faciais. A prática, defendida por algumas influenciadoras, alega trazer benefícios para a pele, aproveitando os nutrientes presentes no fluido menstrual.
A ideia por trás da técnica é que o sangue menstrual, rico em células-tronco e outros componentes, pode promover a regeneração celular e melhorar a aparência da pele. Usuárias compartilham suas experiências online, mostrando a aplicação do sangue menstrual diretamente no rosto, como se fosse uma máscara convencional.
No entanto, a comunidade científica se mostra cautelosa em relação a essa tendência. Embora o sangue menstrual contenha elementos como ferro e proteínas, não há evidências científicas robustas que comprovem os benefícios diretos para a pele através da aplicação tópica. Especialistas alertam que a pele humana é uma barreira complexa e que a absorção de nutrientes através dela é limitada.
Além da falta de comprovação científica, existem preocupações em relação à segurança da prática. O sangue menstrual, como qualquer fluido corporal, pode conter bactérias e outros agentes infecciosos. A aplicação direta na pele, especialmente em áreas com feridas ou irritações, pode aumentar o risco de infecções e reações alérgicas.
Apesar dos alertas, a tendência continua a atrair adeptas, impulsionada pela crença em alternativas naturais e pela busca por soluções caseiras para problemas de pele. A popularidade da prática levanta questões sobre a disseminação de informações não comprovadas nas redes sociais e a importância de consultar profissionais da saúde antes de aderir a novas tendências de beleza. É fundamental considerar os riscos potenciais e buscar orientação médica para garantir a segurança e a saúde da pele.
Foto: Reprodução


