Entre os sintomas mais comuns estão feridas na boca que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou averelhadas na língua ou na mucosa oral, sangramentos sem causa aparente, dor persistente e dificuldade para mastigar, engolir ou falar. Também podem surgir nódulos no pescoço, e, por serem sinais muitas vezes indolores no início, a doença pode passar despercebida.
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Carcinoma espinocelular, responsável por cerca de 90% dos casos e que afeta principalmente língua e lábios;
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Câncer de lábio, geralmente associado à exposição solar excessiva;
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Câncer de assoalho da boca, frequentemente ligado ao tabagismo e ao alcoolismo.
A coordenadora do curso de Odontologia do Centro Universitário do Norte – UniNorte, Cleyce Rock, destaca a importância da prevenção e do acompanhamento profissional. “O câncer bucal pode ser identificado em exames de rotina realizados pelo dentista. Por isso, é fundamental que as pessoas não procurem o profissional apenas quando sentem dor, pois consultas periódicas permitem identificar alterações ainda no início, aumentando significativamente as chances de cura e reduzindo os impactos do tratamento. Quando o diagnóstico é precoce, o paciente passa pelo tratamento, pela remoção da lesão e apresenta uma taxa de sobrevivência muito maior, o que facilita a reabilitação, a readaptação e a recuperação da autoestima”, ressalta.


