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Automedicação: entenda os riscos

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Especialista da Hapvida NotreDame Intermédica traz orientações fundamentais

A prática da automedicação tem se tornado comum entre as pessoas, principalmente com o fácil acesso à informação por meio da internet. Diante de sintomas como dor de cabeça, febre ou desconfortos simples, muitos recorrem ao Google ou a outros sites em busca de diagnósticos e, posteriormente, automedicam-se. A prática, no entanto, é arriscada e pode causar sérios problemas à saúde.

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De acordo com o médico da Hapvida NotreDame Intermédica, Diego Caranhas, a automedicação pode levar a complicações graves, como intoxicações medicamentosas, reações alérgicas severas, resistência a antibióticos e óbito.

O uso inadequado de medicamentos pode disfarçar sintomas, retardar o diagnóstico de doenças mais graves e, em muitos casos, gerar efeitos adversos inesperados. Quando uma pessoa não conhece as interações entre medicamentos ou as contraindicações, o risco de complicações aumenta consideravelmente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a automedicação é um dos maiores problemas de saúde pública, sendo responsável por um aumento significativo no número de internações hospitalares e óbitos. Em um estudo realizado no Brasil, o Ministério da Saúde constatou que mais de 20% das internações em hospitais públicos e privados estão relacionadas a complicações associadas à prática.

Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) enfatiza que a falta de orientação médica adequada pode resultar em complicações graves. A ingestão de medicamentos sem a devida prescrição pode, inclusive, mascarar infecções bacterianas ou problemas cardíacos.

Segundo dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, a ingestão inadequada de medicamentos é um dos principais fatores relacionados a intoxicações que resultam em mortes acidentais. As substâncias mais frequentemente associadas a esses casos são os analgésicos e os antibióticos.

A prevenção começa com a conscientização. O ideal é que a pessoa consulte um médico sempre que apresentar sintomas que pareçam anormais ou persistentes, em vez de buscar informações na internet e recorrer a tratamentos por conta própria.

Diego Caranhas, clínico geral da Hapvida NotreDame Intermédica, destaca a importância de uma orientação médica personalizada. “A automedicação pode parecer uma solução rápida para aliviar sintomas, mas os riscos são imensos. Muitas vezes, ao usar medicamentos de forma inadequada, o paciente pode agravar a condição ou até mesmo iniciar um ciclo de resistência medicamentosa, que pode comprometer o tratamento de infecções futuras. Por isso, é essencial que qualquer sintoma seja discutido com um profissional de saúde, que avaliará o quadro e indicará o tratamento adequado”, ressalta.

A automedicação é uma prática perigosa que pode ter consequências fatais. A procura por informações na internet não substitui a avaliação médica qualificada. O uso indiscriminado de medicamentos pode causar danos irreparáveis à saúde. Por isso, é fundamental que as pessoas busquem ajuda médica sempre que necessário e evitem tomar medicamentos sem a devida orientação. Só assim será possível reduzir os índices de intoxicação, complicações e mortalidade associadas à automedicação no Brasil.

A teleconsulta é uma importante aliada nesse sentido, configurando uma alternativa prática e segura.

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