Babá de Henry é investigada por falso testemunho

Thayná de Oliveira foi ouvida por duas vezes na delegacia, mas “suavizou” depoimento, segundo delegado

A Polícia Civil confirmou, nesta terça-feira (4), ao concluir o inquérito sobre a morte do menino Henry, que a babá da criança é investigada por falso testemunho, após prestar dois depoimentos na delegacia.

O delegado Henrique Damasceno, da 16ª DP (Barra da Tijuca), teve acesso a mensagens do celular apreendido da funcionária que revelaram que ela não contou tudo o que sabia aos investigadores.  

Em conversa com o noivo, no dia 12 de fevereiro, quando relatou a agressão de Dr. Jairinho ao menino, a babá disse que a situação foi 10 vezes pior do que uma anterior, e que teve a blusa rasgada e foi enforcada quando a criança viu o “outro”. Ela ainda afirma que recebeu R$ 100 de Dr. Jairinho para ficar quieta sobre o motivo pelo qual estava rasgada.

Damasceno disse ainda que a babá ainda tem a oportunidade de se retratar e ficar livre do processo de falso testemunho.

“Em relação à babá, ela suavizou bastante em seu depoimento. E essa omissão é penalmente relevante. Existe, sim,outro inquérito já instaurado para que seja melhor aprofundado nesse aspecto o crime de falso testemunho. Existe, entretanto, no próprio depoimento dela, ela demonstrou várias vezes que estava com sério receio com sua integridade física. É uma pessoa que existem inúmeros familiares dela que são ligados ao investigado e à família. Então, nós verificaremos isso de forma aquedamente”, disse. 

A mãe de Henry, Monique Medeiros, e o padrasto, Dr. Jairinho, foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, com emprego de tortura e sem chance de defesa.

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