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ECONOMIA

Comércio reage depois das perdas de março e abril e tem alta de 13,9% em maio

O volume de vendas do comércio varejista no país cresceu 13,9% em maio deste ano e foi o maior avanço desde janeiro de 2000, quando o IBGE começou a série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio.

Mas, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (8) pelo instituto, a alta foi insuficiente para o setor recuperar as perdas de março e abril, que refletiram os efeitos do isolamento social para controle da pandemia de Covid-19. Somente em abril, as vendas no varejo caíram 16,3%, o pior resultado em 20 anos.

A pesquisa mostra que a alta nas vendas atingiu todas as oito atividades investigadas nas 27 unidades da federação. O principal destaque foi a atividade de Tecidos, Vestuário e Calçados, que cresceu 100%. As vendas de Móveis e Eletrodomésticos ficaram em segundo lugar, com alta de 47,5%.

Para o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o resultado de maio significa o início de uma recuperação do setor, depois de dois meses muito ruins. No entanto, ele lembra que a base de comparação foi muito baixa e que, ao comparar a taxa de maio deste ano com o mesmo mês do ano passado, o cenário é de queda. O recuo foi de 7,2%.

A pesquisa aponta uma perda de ritmo dos impactos do isolamento social no comércio. De todas as empresas coletadas pela pesquisa, 18,1% relataram impacto do isolamento em suas receitas em maio.

Em abril, esse número era de 28,1%, o maior percentual desde o início da pandemia. Com isso, há a indicação de crescimento nas atividades dessas empresas.

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