Dia Mundial da Saúde: a importância das farmácias no tratamento e prevenção de doenças

Celebrado desde 1950, o Dia Mundial da Saúde foi instituído com o intuito de orientar a população sobre o fato de que esse conceito se refere a “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas na ausência de doença ou de enfermidade”. É nesse contexto que, cada vez mais, cresce a importância das farmácias como estabelecimentos de saúde, onde não apenas o medicamento é insumo essencial aos tratamentos (e não mera mercadoria), como seus serviços contribuem para uma assistência completa às necessidades de cada paciente, incluindo a prevenção e acompanhamento de patologias.
“Por estarem mais próximas da comunidade, as farmácias são, muitas vezes, o primeiro local a que uma pessoa recorre ao sentir qualquer mal-estar, cabendo aos seus profissionais farmacêuticos o papel de passar noções básicas de cuidados à saúde e ao uso racional de medicamentos, de maneira a evitar a automedicação e o agravamento de certos problemas”, comenta Sabrine Cordeiro, coordenadora farmacêutica da rede Santo Remédio.
Conforme ela, serviços como orientação farmacêutica e acompanhamento farmacoterapêutico são um direito dos brasileiros desde 2014, com a aprovação da Lei 13.021, mas foi somente a partir do início da pandemia de Covid-19, em 2020, que isso ficou de fato evidente. “Com hospitais e unidades básicas de saúde lotados, foi nas drogarias que as pessoas encontraram algum alento ao seu sofrimento, e o papel dos profissionais farmacêuticos foi essencial, não apenas na realização de testes, mas também para orientar sobre o uso ou não de medicamentos, especialmente os isentos de prescrição, para combater os sintomas da Covid-19, além de outras enfermidades respiratórias”, ressalta profissional.
Sabrine Cordeiro destaca ainda que, a partir do protagonismo assumido pelos farmacêuticos e drogarias no decorrer da crise pandêmica, a população ampliou seu olhar sobre a importância desses estabelecimentos e hoje os reconhece realmente como parte do sistema público de proteção à saúde.

Mix e serviços
Além de oferecer fármacos para o tratamento de uma infinidade de doenças, as drogarias também dispõem de inúmeros produtos para a prevenção e acompanhamento de determinados problemas. É o caso dos polivitamínicos e alimentos especiais isentos de glúten, açúcares, sal e gorduras, assim como dos equipamentos para medir pressão arterial, glicose e até mesmo o nível de saturação do oxigênio no sangue, tão necessários no pico da pandemia. Isso sem falar dos equipamentos de proteção individual e higiene pessoal, como as máscaras, luvas e álcool em gel.
Outra grande contribuição das farmácias e drogarias com a saúde pública está nos diversos serviços disponibilizados por esses estabelecimentos, como as salas de vacinação e, mais recentemente, testes e exames laboratoriais remotos, os chamados TLRs.
“Nem todos os tipos de vacinas são oferecidos pela rede pública de forma gratuita, e nem todos os que são alcançam todas as faixas etárias. Daí a necessidade de as drogarias da rede privada disponibilizarem esses serviços aos públicos não atingidos pela ação do Estado”, comenta Sabrine, destacando que o portfólio da Santo Remédio inclui mais de 20 tipos de vacinas para compra, inclusive todas as que integram o Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde.
Também não se discute a importância dos testes laboratoriais remotos, que permitem resultados rápidos a partir de coletas simples. Embora não possam ser confundidos com diagnóstico diferencial, são essenciais para a finalidade de triagem.
A metodologia, bastante utilizada nos Estados Unidos e Europa, tem se popularizado principalmente a partir da pandemia de Covid-19, onde os testes rápidos de drogarias, muitas vezes, fizeram a diferença entre viver ou morrer.
Na Santo Remédio, esses exames remotos são realizados por profissionais farmacêuticos devidamente treinados e habilitados, que utilizam pequenos aparelhos portáteis para processar o material coletado. As opções vão desde testes para detectar dengue, malária, zika, sífilis e HIV; até perfil lipídico (colesterol) e antígeno prostático específico (próstata), bem como alergia e intolerância alimentar, entre outros.

Foto: divulgação

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