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Dia Mundial do Chocolate: prazer, saúde e os segredos por trás de cada mordida

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Do amargo ao ruby, entenda as diferenças, os benefícios e os cuidados para desfrutar sem culpa 
No dia 7 de julho, o mundo celebra uma das iguarias mais amadas e versáteis: o chocolate. Mais do que um simples doce, ele é um universo de sabores, texturas e, surpreendentemente, traz benefícios à saúde. Mas, em meio a tantas opções nas prateleiras, como escolher o melhor e desfrutar sem culpa? A chave está em entender as diferenças e a moderação.
O chocolate evoluiu muito desde suas origens. Atualmente, há uma variedade que atende a todos os paladares e necessidades. O amargo é considerado o mais saudável. Ele possui alto teor de cacau (geralmente, acima de 70%), menos açúcar e gordura. Além disso, é rico em antioxidantes, como os flavonoides. O tipo ao leite é o mais popular, pois combina massa de cacau com leite em pó ou condensado e açúcar. Sua textura cremosa e sabor adocicado o tornam irresistível, mas possui maior teor calórico.
O chocolate branco, diferente dos demais, não contém sólidos de cacau, sendo feito de manteiga de cacau, açúcar e leite. O ruby  é uma inovação recente, feito do grão de cacau ruby, que lhe confere uma cor rosa natural e um sabor frutado e levemente ácido, sem adição de corantes ou aromatizantes. Por último, há as opções veganas/sem lactose. Nesse caso, o leite animal é substituído por leites vegetais (coco, amêndoa) ou eles são feitos apenas com massa de cacau, atendendo a restrições alimentares.
É crucial entender que nem todo produto semelhante ao chocolate é, de fato, chocolate. A legislação brasileira, por meio da ANVISA, estabelece critérios para essa distinção, pois impacta diretamente na qualidade e nos benefícios à saúde. Geralmente, produtos “sabor chocolate” ou “coberturas” substituem a manteiga de cacau por gorduras vegetais mais baratas e possuem menor teor de cacau, além de mais açúcar e aditivos.
“É fundamental o consumidor aprender a ler os rótulos para distinguir o chocolate verdadeiro dos produtos que apenas imitam seu sabor. O chocolate real, por norma, deve ter uma concentração mínima de cacau e utilizar a manteiga de cacau como fonte de gordura, garantindo não só o sabor autêntico, mas também os benefícios nutricionais. Já os produtos ‘sabor chocolate’ costumam substituir esses ingredientes por gorduras vegetais de menor qualidade e excesso de açúcar, resultando em um produto com baixo valor nutricional e maior potencial inflamatório para o organismo. Portanto, fique atento. Se o primeiro ingrediente da lista for açúcar ou gordura vegetal, e não massa de cacau, provavelmente não está consumindo chocolate de verdade”, alerta a nutricionista Manuela Marinho e Responsável Técnica da Clínica-Escola de Nutrição da UNINORTE.
A relação do chocolate com a saúde é complexa e depende diretamente do tipo e da quantidade consumida. “As diferenças entre os tipos são cruciais. O amargo, rico em cacau, oferece antioxidantes potentes que auxiliam na saúde do coração e do cérebro. As versões ao leite e branca possuem teores elevados de açúcar e gordura, devendo ser consumidas com cautela. O segredo está em escolher opções com maior percentual de cacau e apreciar pequenas porções”, explica Manuela.
Em relação aos benefícios, o cacau estimula a liberação de endorfinas e serotonina, neurotransmissores associados ao bem-estar e à felicidade. Seus antioxidantes podem ajudar a reduzir a pressão arterial e melhorar o fluxo sanguíneo. E os flavonoides costumam melhorar a memória e a concentração. Além disso, fornece energia rápida devido aos carboidratos e gorduras.
No caso dos malefícios e cuidados, os chocolates ao leite e branco, em especial, são ricos em calorias, gorduras saturadas e açúcar, contribuindo para o ganho de peso e risco de doenças se consumidos em excesso. E a cafeína e teobromina, substâncias presentes no cacau, podem causar insônia, agitação ou desconforto em pessoas mais sensíveis, principalmente se ingeridas à noite.
Como desfrutar do chocolate de forma saudável
Para aproveitar o melhor do chocolate sem prejudicar a saúde, Manuela Marinho sugere priorizar o amargo, chocolates com 70% ou mais de cacau. Quanto maior o percentual, mais benefícios e menos açúcar. Pequenas porções diárias (20 a 30 gramas) são suficientes para desfrutar dos benefícios sem exageros. Importante também verificar a lista de ingredientes e investir em chocolates de boa qualidade, que utilizam ingredientes mais puros.
Clínica-Escola de Nutrição oferece atendimento acessível
A Clínica-Escola de Nutrição da UNINORTE oferece serviços acessíveis à população, incluindo avaliação nutricional, orientação alimentar individualizada e acompanhamento para pacientes com doenças como diabetes, hipertensão, gastrite e osteoporose. Os atendimentos podem ser agendados pelo WhatsApp (92) 98631-7374 ou presencialmente na Clínica-Escola, localizada na Avenida Getúlio Vargas, 720, Centro, em Manaus.
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