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Famílias de brasileiros executados em Portugal pedem apoio para repatriar os corpos

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Os familiares de Pedro Ganança e Luca Ganança, ambos vítimas de homicídio por arma de fogo na noite de domingo, dia 16, na cidade do Montijo, distrito de Setúbal, Portugal, estão a organizar o translado dos corpos para o Brasil. Segundo informações prestadas por João, filho de uma das vítimas, a família tenciona criar uma campanha de angariação de fundos online para custear as despesas.

O autor do crime, José Augusto, foi detido na noite de segunda-feira, dia 17, na zona da Guarda, a aproximadamente 350 quilómetros do local dos factos, numa operação da Polícia Judiciária em cooperação com a GNR. O suspeito possui antecedentes criminais por sequestro e furto de veículos. Será presente esta terça-feira a primeiro interrogatório judicial para aplicação das respetivas medidas de coação.

Entenda o caso

O duplo homicídio ocorreu no domingo (16), por volta das 19h00, no restaurante “O Apeadeiro”, inaugurado há cerca de seis meses na entrada do Montijo. Testemunhas relataram que José Augusto encontrava-se no estabelecimento afirmando ser proprietário do espaço. As discussões entre o suspeito e Pedro eram frequentes desde a abertura do restaurante, em fevereiro, e intensificaram-se no referido dia perante vários clientes.

De acordo com as informações recolhidas, o sócio de Pedro, José, abandonou o local durante o conflito e regressou minutos depois munido de uma arma de fogo, efetuando múltiplos disparos contra Pedro e o filho, Luca, que trabalhavam no estabelecimento naquele momento. Mesmo ferido, Luca conseguiu deslocar-se até à entrada do restaurante, onde perdeu os sentidos. Ambos foram socorridos e transportados ao Hospital do Barreiro, mas não resistiram aos ferimentos e faleceram durante procedimentos cirúrgicos. Pedro possuía dupla nacionalidade luso-brasileira, enquanto Luca era brasileiro.

Após o crime, José Augusto fugiu num veículo de cor cinzenta, sendo localizado e detido pela Polícia Judiciária com apoio da GNR, conforme comunicado oficial divulgado na segunda-feira (17). O suspeito era conhecido no Montijo como “Zé do Monti” e dedicou-se durante anos ao comércio e importação de veículos usados, alguns dos quais alegadamente furtados. Em 2024, ausentou-se do país devido a represálias por parte de indivíduos que alegavam ter sido prejudicados em negociações. Consta ainda que o suspeito possui antecedentes por sequestro e roubo de automóveis.

A Polícia Judiciária investiga a natureza da relação entre as vítimas e o detido. O imóvel onde atualmente funciona o restaurante encontrava-se anteriormente abandonado e era utilizado por José Augusto como stand de venda de automóveis usados. Pedro, por sua vez, investiu recursos provenientes do Brasil para revitalizar o espaço e planeava realizar eventos em parceria com artistas locais, no intuito de atrair mais clientes. Existiria entre ambos um acordo informal de partilha de lucros.

A divulgação do crime nas redes sociais gerou forte comoção entre a comunidade brasileira residente em Portugal, que se manifestou pedindo que o suspeito seja responsabilizado com o rigor máximo previsto na lei.

Foto: Reprodução

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