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SAÚDE

Malária: entenda os sintomas e formas de prevenção

Amazonas é região endêmica e medidas protetivas devem ser reforçadas

A malária, também conhecida como paludismo é uma doença infecciosa causada por um protozoário. É transmitida aos seres humanos por um mosquito fêmea, o Anopheles, mosquito normalmente encontrado em regiões tropicais. Com a finalidade de reconhecer o esforço global para o controle efetivo da doença, em 25 de abril é marcado como o Dia Mundial de Combate à Malária.

De acordo com a infectologista do Hapvida Saúde, Silvia Fonseca, a malária é uma doença infecciosa febril aguda. “A doença é causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura é possível se o quadro for tratado em tempo oportuno e de forma adequada. Indivíduos que tiveram vários episódios de malária podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma no caso de uma nova infecção”, explica a médica.

No Brasil, 98% dos casos de malária se concentram na região Amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nas demais regiões, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois se observa uma letalidade mais elevada que na região Amazônica.

Em 2020, os registros de malária no Amazonas tiveram queda de 14%. O Boletim Epidemiológico de Malária da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) aponta para o registro de 8.264 casos notificados da doença nos dois primeiros meses do ano passado, contra 7.399 no mesmo período deste ano.

O boletim epidemiológico destaca, também, que, no período de janeiro a 19 de março deste ano foram 8.959 casos de malária em todo o estado. Os municípios do Amazonas com maior número de casos da doença são: São Gabriel da Cachoeira (2.154), Manaus (1.172), Barcelos (472), Lábrea (375) e Carauari (364).

Sintomas

A especialista explica que o período de incubação depende do tipo de malária, mas varia de 7 a 28 dias a partir do momento da picada. Caso a pessoa tenha febre depois de ter visitado áreas de risco, a possibilidade de ter contraído malária deve ser levada em consideração. Para confirmar o diagnóstico, existe um exame de lâmina, também chamado de gota espessa ou esfregaço, que consiste em puncionar a ponta de um dedo para obter uma gota de sangue e analisá-lo.

“Os sintomas mais comuns da malária são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentarem estas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite”, destaca Silvia.

A malária grave caracteriza-se por um ou mais desses sinais e sintomas: prostração, alteração da consciência, dispneia ou hiperventilação (respiração rápida ou profunda), convulsões, hipotensão arterial (pressão baixa) ou choque e hemorragias.

 Tratamento

A infectologista explica que no geral, após a confirmação da malária, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial. O tratamento padronizado pelo Ministério da Saúde é feito por via oral e não deve ser interrompido para evitar o risco de recaídas.

O tratamento indicado depende de alguns fatores, como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, tais como gravidez e outros problemas de saúde; além da gravidade da doença.

Prevenção

De acordo com a especialista, manter medidas protetivas são de fundamental importância para combater o transmissor. As medidas de prevenção individuais devem ser levadas em consideração contra as picadas do inseto: uso de mosquiteiros impregnados com inseticidas de longa duração em camas e redes; uso de roupas claras e que protejam pernas e braços, durante as atividades de exposição elevada; instalação de telas em portas e janelas; uso de repelentes que devem ser aplicados nas áreas expostas da pele, seguindo a orientação do fabricante sobre o prazo para reaplicação do produto; evitar exposição nos horários de maior atividade do mosquito, do pôr-do-sol ao amanhecer.

São exemplos de medidas de prevenção coletivas, as quais devem ser regulares: borrifação intradomiciliar com inseticida de efeito residual para controle dos vetores; drenagem de áreas alagadas tidas como de risco; pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor; aterro ou limpeza das margens dos criadouros; modificação do fluxo da água; controle da vegetação aquática; melhoramento da moradia e das condições de trabalho; e uso racional da terra.

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