Conexão Amazônica
DESTAQUEGERAL

No Dia Mundial de Combate ao Bullying, Brasil enfrenta epidemia de intimidação nas escolas

Publicidade

 

Especialista da UNINORTE alerta para a urgência de quebrar o ciclo de violência e apoiar famílias

Celebrado em 20 de outubro, o Dia Mundial de Combate ao Bullying não é uma data de comemoração, mas um chamado urgente à ação. Em duas décadas, o fenômeno avançou com força silenciosa, tornando-se uma grave crise de saúde pública e convivência social. O que no passado costumava ser minimizado como “coisa de criança”, atualmente, impacta profundamente os desenvolvimentos físico, psicológico e interpessoal de milhares de jovens.

No Brasil, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram a dimensão do problema. A mais recente Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) aponta que 39,8% dos estudantes de 13 a 17 anos relatam já ter sido vítimas de bullying no ambiente escolar. O recorte por gênero evidencia uma vulnerabilidade ainda maior entre as jovens, atingindo 43,3% das meninas.

A pesquisa revela ainda a frequência e as principais motivações por trás das agressões. 27,2% dos alunos afirmam ter vivenciado episódios de humilhação de forma frequente (duas ou mais vezes). A aparência do rosto ou do cabelo lidera como o principal estopim de deboche citado pelos estudantes (30,2% dos casos), seguida pela aparência do corpo (24,7%). E o cyberbullying em redes sociais e aplicativos de mensagens tornou-se uma extensão do problema, afetando 12,7% dos adolescentes.

Para a professora do curso de Psicologia da UNINORTE, Thalita Coser (CRP 20/08748), a data serve como um ponto de virada fundamental para a conscientização e mobilização coletiva. “O Dia Mundial de Combate ao Bullying é um lembrete de que a conscientização precisa ser diária. O bullying deixa marcas profundas nos desenvolvimentos psíquico e emocional, afetando a autoimagem, o rendimento escolar e a capacidade de criar laços sociais saudáveis. Quando trazemos esse debate para a sociedade, desmistificamos a ideia da violência interpessoal ser algo aceitável ou inevitável. Precisamos educar adultos e jovens para o acolhimento, a empatia e o respeito às diferenças”, destaca a psicóloga.

Superar a barreira do medo e da vergonha é um dos maiores desafios enfrentados pelas vítimas. Por isso, especialistas recomendam um protocolo prático focado em proteção e registro de evidências. Não guarde o sofrimento para si, pois o bullying se alimenta do isolamento; converse com alguém de confiança para romper o ciclo de intimidação; em casos de cyberbullying ou agressões contínuas, registre mensagens, prints de conversas, e-mails ou anotações com datas e horários dos episódios; não responda às agressões na mesma moeda; mantenha a calma e se afaste para reduzir a satisfação do agressor de desestabilizar a vítima; e busque ajuda profissional. O acompanhamento psicológico é indispensável para reconstruir a autoestima e desenvolver mecanismos saudáveis de enfrentamento.

Garantir a segurança dos jovens exige o acionamento dos canais adequados. Nas instituições de ensino, procure a coordenação, a direção ou o setor de orientação pedagógica da escola. Esses locais têm a obrigação legal de adotar medidas preventivas e de intervenção. Também há a Rede de Proteção Integrada e o Disque 100 (Disque Direitos Humanos), serviço público, gratuito e anônimo que recebe denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes.

Além disso, o Conselho Tutelar deve ser acionado caso a escola ou os responsáveis não tomem as providências necessárias. O CVV (Centro de Valorização da Vida) possui atendimento gratuito e confidencial pelo telefone 188 para apoio emocional imediato. Já a Polícia Civil ou Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) é indicado em casos de ameaça grave, agressão física, extorsão ou crimes virtuais.

Atendimento na Clínica-Escola de Psicologia da UNINORTE

Como parte do seu compromisso com a comunidade amazonense, a Clínica-Escola de Psicologia da UNINORTE oferece atendimento psicológico voltado para crianças (a partir de 7 anos), adolescentes e adultos (até 70 anos). Os serviços disponíveis são: psicoterapia individual, escuta emergencial, psicodiagnóstico, ludoterapia e estimulação cognitiva. Os atendimentos são conduzidos por alunos concluintes do curso de Psicologia, sob a supervisão direta de professores especialistas, com cobrança de valor social simbólico.

A Clínica-Escola fica localizada na Av. Getúlio Vargas, Centro. Para mais informações e agendamentos, é preciso entrar em contato por meio do telefone (92) 98631-7374.

Foto: Internet

Publicidade

Leia mais

Desafio Bioinovação Amazônia seleciona dez tecnologias para transformar biodiversidade em produtos e novos negócios

Elaine Marques

Honda forma primeira turma do Projeto Mulheres Sakura e contrata jovens para atuar na fábrica de Manaus

Daly Ruiz

No Dia Mundial do Pão, saiba se o alimento é vilão ou aliado da saúde

Daly Ruiz

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Entendemos que você está de acordo com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceito Leia mais