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Obesidade em cães e gatos é um alerta para a saúde dos pets

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Alimentação inadequada, excesso de petiscos, sedentarismo e até fatores genéticos podem contribuir para o ganho de peso
O excesso de peso não é um problema exclusivo dos seres humanos. Cães e gatos também podem desenvolver sobrepeso e obesidade, condições que comprometem a qualidade de vida e costumam favorecer o aparecimento ou agravamento de diversos problemas de saúde.
Embora muitos tutores considerem um animal mais “gordinho” como sinônimo de bem cuidado, o excesso de gordura corporal merece atenção. As diretrizes de nutrição e controle de peso da American Animal Hospital Association (AAHA) destacam que a manutenção do peso adequado contribui para a qualidade de vida e pode ajudar na prevenção de doenças.
A obesidade em cães e gatos pode ter diferentes causas. Entre as mais comuns estão o consumo de calorias acima das necessidades do animal, oferta excessiva de petiscos, alimentos fora da dieta, pouca atividade física e falta de controle das porções.
Também existem fatores relacionados ao próprio animal. Idade, raça, condição corporal, estilo de vida e castração costumam influenciar as necessidades energéticas. Algumas raças apresentam maior predisposição ao ganho de peso e as necessidades calóricas também podem mudar ao longo da vida.
As condições de saúde devem ser investigadas pelo médico veterinário. Por isso, simplesmente reduzir a comida do animal sem orientação profissional não é a melhor estratégia.
“A obesidade deve ser encarada como uma questão de saúde e não apenas estética. O tutor precisa observar mudanças no corpo, na disposição e na rotina do animal. A avaliação veterinária permite identificar o escore corporal, verificar possíveis causas do ganho de peso e estabelecer uma estratégia segura de alimentação e atividade física”, orienta Raquel Souza, professora do curso de Medicina Veterinária da UNINORTE.
O primeiro passo é evitar a oferta de alimentos em excesso e respeitar a quantidade recomendada para o animal. Petiscos, biscoitos e outras comidas também entram na conta diária de calorias e não devem ser oferecidas indiscriminadamente. A AAHA recomenda considerar todos os alimentos extras no consumo energético diário e limitar esses itens a uma parcela pequena da ingestão calórica.
Outra medida importante é estimular o exercício físico de acordo com a idade, raça, condição física e características individuais do pet. Para os cães, passeios e brincadeiras podem ajudar a manter uma rotina mais ativa. Já os gatos costumam ser estimulados com brinquedos, arranhadores, estruturas para subir e atividades que reproduzam comportamentos naturais de caça e exploração.
Um erro comum é oferecer a mesma quantidade de comida para animais de portes, idades e níveis de atividade diferentes. A necessidade nutricional é individual e deve ser avaliada pelo veterinário. Além do peso na balança, o profissional pode avaliar o chamado escore de condição corporal, que ajuda a identificar se o pet está abaixo, dentro ou acima do peso ideal. As recomendações veterinárias indicam realizar avaliações nutricionais, incluindo condição corporal e massa muscular, regularmente, idealmente durante as consultas de rotina. O aumento progressivo do peso, a dificuldade para se movimentar, a menor disposição para brincar ou passear e as alterações na rotina costumam ser sinais de que algo não está bem.
Em alguns animais, o excesso de peso pode contribuir para problemas metabólicos e aumentar a sobrecarga sobre articulações e estruturas do corpo. O acompanhamento adequado permite identificar alterações precocemente e estabelecer estratégias para a redução de peso de maneira segura.
O processo de emagrecimento também deve ser acompanhado por um profissional. Dietas muito restritivas ou mudanças bruscas na alimentação podem trazer riscos. O objetivo é promover uma redução de peso gradual, preservando a massa muscular e garantindo que o animal continue recebendo os nutrientes necessários.
Manter consultas veterinárias regulares é uma das principais formas de cuidar da saúde dos pets. O acompanhamento permite avaliar peso, alimentação, vacinação, controle de parasitas, saúde bucal, comportamento e possíveis doenças. A recomendação de cuidados preventivos inclui exames periódicos e acompanhamento individualizado, mesmo quando o animal aparenta estar saudável, já que cães e gatos podem esconder sinais de dor ou doença.
Para Raquel Souza, o papel do tutor é fundamental nesse processo. “Cuidar da saúde do animal significa também cuidar da alimentação, estimular a atividade física, observar mudanças de comportamento e manter as consultas veterinárias em dia. A prevenção é sempre o melhor caminho, pois permite agir antes que o excesso de peso provoque consequências mais sérias”, destaca a professora.
Conheça a Clínica-Escola de Medicina Veterinária
A Clínica-Escola de Medicina Veterinária da UNINORTE fica localizada na Rua 10 de Julho, 873, Centro. Ela funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 18h e no sábado, das 8h às 12h, com consultas de clínicos em geral e especialistas, como ortopedista, dentista, oncologista e clínicos silvestres, assim como serviços de cirurgias diversas, tratamento de quimioterapia e procedimentos em geral. Os atendimentos são realizados por alunos, sempre supervisionados por professores da área. Os preços são acessíveis. Para outras informações, os interessados podem entrar em contato por meio do número (92) 98587-568.
Foto: Jean Simplício/Comunicação
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