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ECONOMIA

Pandemia pode jogar mais de 15 milhões na extrema pobreza na América Latina e Caribe, diz ONU

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Comissão da ONU alerta que a crise desencadeada pelo novo coronavírus pode jogar mais de 15 milhões pessoas para a extrema pobreza na América Latina e Caribe. A saída para reduzir os impactos está na cooperação e integração da região.


A Cepal, Comissão Econômica para América Latina e o Caribe das Nações Unidas, divulgou, nesta sexta-feira, relatório sobre os efeitos econômicos e sociais nos países da região diante da pandemia da Covid-19.

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Diante da emergência em saúde mundial, o relatório aponta que a maioria dos países da região tem sistemas de saúde fracos, que não garantem o acesso universal necessário para enfrentar a pandemia.


Os países da América Latina e Caribe gastam uma média de 2,2% do PIB em saúde, quando o recomendado é 6%. De acordo com a Cepal, em 2018, apenas sete países da região tinham mais três leitos hospitalares por mil habitantes, a média mundial. Entre eles, Argentina, Barbados e Cuba. O Brasil tem pouco mais de dois.


Há fragilidade também na proteção social. A região tem alto índice de informalidade. Apenas na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Uruguai os trabalhadores do setor formal tem seguro-desemprego.


A Comissão projeta que se os efeitos da Covid-19 levarem à perda de renda de 5% da população economicamente ativa, só na América Latina o número de pessoas em situação de extrema pobreza – 67 milhões em 2019 – pode chegar a 82 milhões neste ano.


Isso significa o ingresso de mais 15 milhões de miseráveis vivendo com uma renda mensal menor que R$ 145 reais por mês.


Em videoconferência na sede em Santiago, Chile, a Secretária-Executiva da Cepal, Alicia Bárcena defendeu que quarentena é fundamental para que a economia não seja ainda mais prejudicada.


“Se a gente não cumpre a quarentena com profundidade na América latina e Caribe, vai ser muito difícil, vamos ter um impacto econômico muito maior”.


Alicia Bárcena destacou que a região não tem outra opção a não ser avançar para um modelo de uma maior integração e cooperação.


“A integração e o comércio inter-regional vão servir. Porque, o que vai acontecer depois dessa crise? Todo mundo vai regionalizar. Europa vai olhar para a Europa, Ásia para a Ásia. E quem vai olhar para a América Latina e o Caribe? Não acredito que será os Estados Unidos, porque eles já têm uma problemática interna muito severa. Por isso, somos nós, com a nossa força, que temos que nos ajudar para seguir em frente”.


A proposta apresentada pela Cepal inclui o fortalecimento da produção e comércio entre os países da América Latina e Caribe. E emergencialmente, inclusive, abrir fronteiras regionais para a entrada de medicamentos e equipamentos, alimentos e de profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros.


A Comissão da ONU alertou que é necessário um estímulo fiscal de quantidade suficiente para apoiar os serviços de saúde e proteger a renda e o emprego. Neste item, a secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, destacou o auxílio emergencial de 600 reais para trabalhadores informais aprovado no Brasil.


No documento, a Cepal recomenda ainda o fim das sanções a Cuba e Venezuela para permitir a eles acesso a alimentos, suprimentos médicos e testes da Covid-19. É tempo de solidariedade, não de exclusão, conclui o relatório.

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Daly Ruiz

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